Estrutura de um Projeto Spring Boot e Primeiro Endpoint REST

Tempo de leitura: 4 min

Escrito por Michel Adriano Medeiros
em 19/05/2026

Na lição anterior, você criou ou preparou um projeto Spring Boot. Agora vamos entender como o projeto é organizado e criar sua primeira rota web. O objetivo é você começar a enxergar o Spring Boot como uma aplicação real, não apenas como um projeto gerado automaticamente.

O Spring Boot foi criado para facilitar aplicações Java “prontas para rodar”, com pouca configuração manual. Ele faz isso usando convenções, auto configuração e dependências chamadas starters. A própria documentação oficial recomenda usar starters, como o Spring Web, para adicionar funcionalidades comuns ao projeto.


1. Estrutura básica do projeto

Um projeto Spring Boot com Maven normalmente fica assim:

meu-projeto/
├── pom.xml
└── src/
├── main/
│ ├── java/
│ │ └── com/exemplo/demo/
│ │ └── DemoApplication.java
│ └── resources/
│ └── application.properties
└── test/
└── java/

Agora vamos entender cada parte.


pom.xml

O pom.xml é o arquivo de configuração do Maven.

Ele define:

<dependencies>
...
</dependencies>

Ou seja, ele informa quais bibliotecas o projeto usa.

Exemplo:

<dependency>
<groupId>org.springframework.boot</groupId>
<artifactId>spring-boot-starter-web</artifactId>
</dependency>

Essa dependência adiciona recursos para criar aplicações web, APIs REST, controllers, servidor embutido e integração com Spring MVC.


src/main/java

Aqui fica o código Java principal da aplicação.

Exemplo:

package com.exemplo.demo;

import org.springframework.boot.SpringApplication;
import org.springframework.boot.autoconfigure.SpringBootApplication;

@SpringBootApplication
public class DemoApplication {

public static void main(String[] args) {
SpringApplication.run(DemoApplication.class, args);
}
}

Essa classe é o ponto de entrada da aplicação.

Quando você executa esse main, o Spring Boot sobe a aplicação.


2. Entendendo @SpringBootApplication

A anotação mais importante nesse início é:

@SpringBootApplication

Ela indica que aquela classe é a classe principal da aplicação Spring Boot.

Na prática, ela ativa três ideias importantes:

  1. configuração automática;
  2. busca de componentes no projeto;
  3. configuração da aplicação Spring.

Você não precisa decorar tudo agora. Por enquanto, entenda assim:

@SpringBootApplication liga o motor principal do Spring Boot.

A documentação oficial explica que o Spring Boot tenta fazer suposições razoáveis com base nas dependências e configurações encontradas, permitindo que você foque mais nas regras de negócio e menos na infraestrutura.


3. Criando seu primeiro Controller

Agora vamos criar uma rota web.

Crie uma nova classe no mesmo pacote da aplicação principal:

package com.exemplo.demo;

import org.springframework.web.bind.annotation.GetMapping;
import org.springframework.web.bind.annotation.RestController;

@RestController
public class OlaController {

@GetMapping("/ola")
public String ola() {
return "Olá, Spring Boot!";
}
}

Agora rode a aplicação.

Depois acesse no navegador:

http://localhost:8080/ola

Você deve ver:

Olá, Spring Boot!

4. O que aconteceu aqui?

Vamos analisar:

@RestController

Essa anotação diz ao Spring:

“Esta classe recebe requisições HTTP e devolve respostas diretamente.”

Ou seja, ela transforma a classe em um controller REST.


@GetMapping("/ola")

Essa anotação diz:

“Quando alguém acessar /ola usando o método GET, execute este método.”

Então, quando você acessa:

http://localhost:8080/ola

O Spring Boot chama:

public String ola()

E devolve:

Olá, Spring Boot!

5. Explicando como se fosse uma empresa

Imagine que sua aplicação Spring Boot é uma empresa.

O navegador ou Postman faz um pedido:

Quero acessar /ola

O Spring Boot recebe esse pedido.

Ele procura alguém responsável por /ola.

Ele encontra o método:

ola()

Executa esse método.

Depois devolve a resposta:

Olá, Spring Boot!

Essa é a base de uma API REST.


6. Criando uma segunda rota

Agora adicione outro método no mesmo controller:

@GetMapping("/status")
public String status() {
return "Aplicação rodando com sucesso!";
}

A classe completa fica assim:

package com.exemplo.demo;

import org.springframework.web.bind.annotation.GetMapping;
import org.springframework.web.bind.annotation.RestController;

@RestController
public class OlaController {

@GetMapping("/ola")
public String ola() {
return "Olá, Spring Boot!";
}

@GetMapping("/status")
public String status() {
return "Aplicação rodando com sucesso!";
}
}

Agora teste:

http://localhost:8080/status

Resultado esperado:

Aplicação rodando com sucesso!

7. O que você aprendeu nesta lição

Nesta lição você aprendeu:

  • a estrutura básica de um projeto Spring Boot;
  • o papel do pom.xml;
  • o papel da classe principal com @SpringBootApplication;
  • como criar um @RestController;
  • como criar rotas com @GetMapping;
  • como acessar uma rota pelo navegador.

Esse é o primeiro passo real para construir APIs com Spring Boot.


Exercício prático

Crie um controller chamado:

CursoController

Dentro dele, crie três rotas:

/curso/nome
/curso/professor
/curso/objetivo

Cada uma deve retornar uma frase.

Exemplo:

@GetMapping("/curso/nome")
public String nome() {
return "Curso de Spring Boot";
}

Aplicações JAVA com SPRING BOOT

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